Autolabs? Hã?!

São centros de orientação, documentação e autoformação de acesso aberto e gratuito, onde prevalece a mediação humana no processo de acesso ao conhecimento, sendo uma troca generalizada dos saberes, estimulando a participação e o trabalho conjunto.

A nova economia global e as novas tecnologias exigem novas habilidades e competências, formas e práticas de escrita e leitura, estendendo os modos habituais de divisão do trabalho, tanto nas empresas quanto nas escolas. Desse modo, através da utilização de hipermídias, sistemas integrados de rede de aprendizagem cooperativa cada vez mais integrados aos locais de trabalho, a capacitação básica profissional tende a integrar-se com a produção.

Portanto, busca-se a partir do funcionamento dos autolabs o desenvolvimento dessas novas práticas formando indivíduos sensibilizados à imagística visual, ao som e ao discurso, bem como quanto à estrutura narrativa e aos significados e efeitos de texto, do virtual ao real, aplicando o seu aprendizado às novas formas de trabalho.


O que são os AutoLabs?

  • Laboratórios de alfabetização midiática e capacitação básica específica em novas tecnologias, como em hipermídia, produtor de mídia sonora, designers, programador de webrádio e técnico em informática livre;
  • Têm como base o conceito de mídia tática;
  • Proporcionam a união de várias iniciativas sociais autônomas;
  • Têm dinâmica de organismo vivo e móvel;
  • Mobilizam ações baseando-se em estratégias conjuntas de difusão da produção de seus participantes, seja uma intervenção gráfica, um programa de rádio, um web site ou festas de rua, etc.

Objetivos

  • Desenvolver novas práticas, através da geração de aprendizagens, que sensibilizem os jovens à imagística visual, ao som e ao discurso, bem como quanto à estrutura narrativa e aos significados e efeitos de texto, do virtual ao real, aplicando o seu aprendizado em/na:
  • novas formas de trabalho e novas habilidades ocupacionais;
    manejo das novas tecnologias, para seu entendimento e como ferramenta de transformação de mundos;
    novas habilidades para interação cultural, artística e midiática;
  • criar novos espaços de participação política nos territórios objeto desta capacitação básica;
    orientação de indivíduos ou grupos excluídos ou resistentes aos novos paradigmas levantados pela revolução tecnológica;
  • proposições úteis de utilização dos computadores nas comunidades e quais habilidades que de fato precisam ser dominadas para explorar o uso do computador e de tecnologia da informação;
  • participação e trabalho conjunto para trocar e apreender experiências (idéias, percepções, insights), coletivizando informações (processo de alfabetização crítica da mídia);
  • desenvolvimento da sensibilidade visual, sonora e discursiva, assim como as narrativas e significados e efeitos de texto.
  • desenvolvimento de novas habilidades ocupacionais de utilidade coletiva em ações sociais ou para o mercado de trabalho formal.


Recursos Técnicos Básicos:
As oficinas podem ser desenvolvidas no mesmo ambiente de trabalho, compartilhando equipamentos. É possível fazer parcerias com os Telecentros, laboratórios de escolas públicas ou privadas, ou mesmo universidades, realizando algumas adaptações.